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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O segredo da vida

Eles costumam dizer que as pessoas vem e vão de nossas vidas, e isso é verdade, mas... até certa medida. Algumas vezes e em algumas circunstâncias as pessoas permanecem, permanecem para sempre, e em nossos corações. Seja um amigo, um professor, um irmão, nossos pais - de sangue ou não -, um grande amor... Acontece que vezes as pessoas simplesmente ficam, mesmo que isso não tenha sido alvo da decisão de quem fica, e ainda menos da decisão de quem recebe o que fica. Os motivos são diversos, mas todos acabam fazendo parte da tua história e de quem tu serás dali por diante, e o tempo?! O tempo não importa muito nesses casos. Não tão frequentemente nos deparamos com desconhecidos dos quais arrancamos e oferecemos poucas palavras, mas essas palavras podem e já mudaram a vida de muitas pessoas. Quantas vezes você não ouviu algo de quem você jamais imaginou ou jamais viu e pensou: ''Caramba, isso era exatamente o que eu estava precisando ouvir'', ''Era realmente isso que eu precisava para mudar essa atitude'' ou ''Como eu estava sendo boba, realmente meu pensamento estava errado'', e as palavras proferidas pelo até então desconhecido nunca mais saíram de sua mente? Não precisamos ir tão longe, nem sempre é necessário que se ouçam palavras, o olhar diz tudo, não é mesmo? O corpo fala. E as vezes basta um olhar de um desconhecido ou de um amigo intimo, para sabermos que naquele instante, tudo vale apena. Alguns momentos de nossa vida são a certeza dela mesma... aqueles em que você pode fechar os olhos e afirmar que morreria feliz. Esse segundos são simplesmente o segredo da vida, e as pessoas que participam deles, eternas.

Robéria Viana

sábado, 6 de agosto de 2016

Insônia

Pouquíssimas "coisas" fazem-me perder o sono. Tu és uma delas. Certamente saberás a que se refere e a quem me refiro. Acho que a melhor descrição que eu poderia fazer sobre ti é que quando falo contigo sinto-me como se estivesse envolta no desenrolar de uma leitura. Não qualquer leitura. Mas aquela que nos deixa presos, vidrados, admirados. Que nos dá fome e cede. Que mata nossa fome e a nossa cede, recomeçando o ciclo. Aquela leitura que, como eu costumo dizer, alimenta a nossa alma, nos transporta para outra dimensão e torna as mais abstratas sensações em concretas. Quase consigo tocar o teu olhar. A linha que existe entre os nossos olhares é perceptível.

Robéria Viana  


As paixões e os ônibus

Quando te vi subir naquele ônibus eu percebi que para todo fim realmente sempre há um novo começo. Percebi, que aos olhos das outras pessoas, eu estava agora, em uma sinuca, como diria a minha amada e sabedora mãe. Meu coração disparou... Minha mão gelou, minha boca secou, e a barriga de repente foi alvo de uma frente fria... Eu não acreditava que isso fosse acontecer novamente, agora, contigo... As vezes a gente cai em uma ingenuidade gerada por frustrações passadas, de duvidar que as pessoas possam nos conquistar, nos fazer acreditar, nos fazer sentir... Como Vinicius de Moraes, um dos meus velhos preferidos, costumava acreditar e sentir, a vida tem mais sentido quando essa arrebatada das paixões nos pega do nada, logrando seres intensos, crus, inspirados e antes de tudo, VIVOS... Quando te vi ir embora naquele ônibus para cumprir tuas obrigações e mais tarde voltar para mim, percebi que isso era exatamente o que eu queria, o que eu estava esperando e ao mesmo tempo não estava, mesmo que até esse momento eu não tivesse consciência disso. Tu és a contradição pura, simples e bela. Esse encontro é contradição pura, dialético, talvez até o jovem Marx fosse se interessar por ele, (risos). Quanto clichê! Um encontro no ponto de ônibus me fez te ver, outro encontro no ponto de ônibus me fez te enxergar dentro de mim... O que esses ônibus tem, afinal?!  Moreno, eu não te troco nem por uma caixa de nutella
Robéria Viana

Pai

Pai
Falar sobre o amor vai ser sempre difícil. Assim como é difícil falar sobre o senhor, pois pra mim, painho, sempre fostes a definição de amor. Um homem que se dedicou inteiramente a sua família e que em tudo que fazia depositava o seu amor e carinho. Um homem que, mesmo estando na UTI, presenteou a mulher de sua vida pelo dia dos namorados, um homem que bastava um de seus filhos espirrar para que ele corresse de madrugada para afagá-los, um homem que tratou seus alunos como filhos e seus filhos também como alunos, um homem que ajudou a todos que pôde, mesmo que apenas com um conselho ou uma palavra amiga. Ontem vestimos preto, vestimos preto porque a dor de te perder foi lancinante, dilacerante, foi como se o meu coração tivesse sido arrancado de mim, fiquei cega; vestimos preto pois não sabíamos como seria a nossa vida daqui pra frente, vestimos preto já que não havia lugar para cor alguma, vestimos preto porque tudo estava escuro e triste. Hoje vestimos verde, vestimos verde por ser a sua cor preferida, vestimos o verde da esperança, da esperança que o senhor sempre teve, vestimos verde pois não deixamos de ser um quarteto, somos três em carne e osso, mas sempre seremos quatro, somos rocha edificada no amor e um dia nos reencontraremos. O meu pai sempre foi meu orgulho e minha inspiração, sem dúvida alguma, o melhor pai que eu poderia ter. Um homem muito amado por sua família e querido por seus amigos e alunos; sempre encantava a todos que encontrava pela vida, com seu sorriso e sua alegria de viver. Tinha defeitos como todos tem, mas foi um HOMEM nos mais diversos aspectos. Isso sempre vai ser o meu Norte. Meu orgulho. Sempre serei a sua "neguinha". Vou fazer de tudo para honra-lo e ser ao menos metade da Mulher que o senhor me ensinou a ser.
E como já disse o velho João Nogueira:
"A missão de meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se meu pai foi o espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu"

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Insanidade?!





De algum modo, sentia que estava ficando meio maluco. Mas sempre me sentia assim. De qualquer forma, a insanidade é relativa. Quem estabelece a norma?
Charles Bukowski 
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quarta-feira, 25 de maio de 2016


“Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar… Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.”



Autor Desconhecido 

O que o amor tirou de mim

O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, mas principalmente, o que ele tira de mim: a carência, a ilusão de autossuficiência, a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora. Ele apazigua o meu peito com uma lista breve de prós e contras. Mas me dá escolhas. Eu me percebo transformada pelo que o amor tirou de mim por precisar de espaço amplo e bem cuidado para se instalar. O amor tira de mim a armadura, pois não consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele; tira também a intransigência. O amor me ensina a negociar os prazos, a superar etapas, a confiar nos fatos. O amor tira de mim a vontade de desistir com facilidade, de ir embora antes de sentir vontade, de abandonar sem saber por quê. E é por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia. Porque não posso virar as costas pra uma mania quando ela vem de uma pessoa inteira. Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia. O amor me tira coisas que eu não gosto, coisas que eu talvez gostasse, mas me dá em dobro o que nunca tive: um namoramento por ele mesmo. O amor me tira aquilo que não serve mais e que me compunha antes. O amor tirou de mim tudo que era falta.

Maria de Queiroz